Comandante da PM rebate críticas de vereadores e diz que deturparam sua opinião

Morrilas foi criticado por se colocar contra a participação de políticos na formação e deliberação dos Conselhos Comunitários de Segurança

Noticia Atualizada em 14/11/2017
Comandante da PM rebate críticas de vereadores e diz que deturparam sua opinião
Foto: Reprodução internet

O comandante da Polícia Militar em Parintins Juan Pablo Moraes Morrilas rebateu as críticas dos vereadores da Câmara Municipal de Parintins e declarou que o posicionamento dos parlamentares não passou de deturpação de uma doutrina de seguranças e de sua opinião pessoal. Morrilas foi criticado durante a sessão da CMP na manhã de terça-feira, 14 de novembro, por se colocar contra a participação de políticos na formação e deliberação das reuniões ordinárias dos Conselhos Comunitários de Segurança.

 

O major Morrilas explicou que as colocações dos vereadores tiveram como base uma conversa informal com o vereador Paulo Linhares e que em nenhum momento se posicionou para impedir a Câmara ou vereadores de participarem de qualquer reunião.

 

“Me parece, em primeira mão, que houve uma deturpação de alguma coisa que eu falei com um vereador em particular e ele teria tornado público isso. Mas, eu acredito que houve uma deturpação”, afirmou.

 

Morrilas afirmou que deve haver sempre o debate entre a comunidade e os políticos, porém existe um aspecto técnico na qual às deliberações do Conselho Comunitário de Segurança e que, de forma alguma vai impedir alguém de participar de uma reunião.

 

“Mas, existe uma opinião minha que é resultado de vários estudos, inclusive voltados para os Conselhos Comunitários de Segurança que existem em todo o Brasil. E nossa intenção é implementar aqui em Parintins, na zona rural e na zona urbana”, disse.

 

Juan Pablo Moraes Morrilas ressalta que a doutrina de segurança pública quando fala dos Conselhos Comunitários de Segurança, defende que não haja participação de políticos.

 

“Isso é uma coisa técnica e não quer dizer que a Polícia vai impedir que político participe de uma reunião do Conselho Comunitário de Segurança. O que existem é um posicionamento com base em estudos. Minha opinião é que o Conselho delibere, e depois, caso haja necessidade, acione algum político para atender as demandas do conselho”, pontuou.

 

Com relação a reunião em Vila Amazônia, o comandante explicou que houve um encontro e não participou, pois foi designado um outro oficial da PM. Ele assegurou que ficou sabendo que seis vereadores para a reunião e chegando no local do encontro foram informados que não poderiam participar da reunião.

 

“Na reunião de deliberação do Conselho não é recomendado a participação de políticos, por uma questão técnica. É uma coisa que eu estudei, vivenciei, tive experiência e é uma opinião minha. Porque em muitas vezes essa situação acaba virando palanque político”, reafirmou.  

 

Perguntado sobre a relação com a Câmara Municipal, o comandante defendeu que a Polícia Militar deve trabalhar de forma integrada, mas se o Poder Legislativo se sente ofendido acredita que não tenha que fazer qualquer retratação.

 

“Acredito que foi lamentável eles (vereadores) terem passado a manhã toda deturpando a opinião de uma pessoa que efetivamente está buscando trabalhar pela comunidade. A gente vai continuar trabalhando de forma técnica, profissional, servindo à população parintinense, com ou sem o apoio do Legislativo. Agora, claro que a gente prefere que seja com esse apoio”, finalizou.

 

Sessão parlamentar

No depoimento dos vereadores os mais enfáticos foram Marcos da Luz (PRTB), Paulo Linhares (PEN) e Maildson Fonseca (PSDB).

 

“Nos deparamos com o pronunciamentos do Comando da Polícia Militar contrários a atuação dos vereadores sob a alegação de que estaremos transformando estes comitês (Conselho Comunitário de Segurança) em palanque político. Ora, poderia até eu entender desta forma se um vereador se dizendo representante da segurança pública estivesse ali atuando com esse propósito”, disparou da tribuna Marcos da Luz.

 

“Nós participamos dessa reunião porque fomos convidados e fomos representar o Poder Legislativo. Se o povo clama por segurança e pede socorro a esta Casa nós temos que trabalhar para isso. Ora senhor Comandante, me desculpe, mas o senhor não foi feliz em sua mensagem não”, declarou Linhares.

 

Maildson Fonseca afirmou que o major Morrilas, deve respeitar o Poder Legislativo Parintinense e o trabalho dos vereadores. Ele assegurou que a Câmara não faz palanque político em meio a ações sociais, e não está alheia aos interesses coletivos do povo.

 

Marcondes Maciel | Repórter Parintins