Casos de Sífilis aumentam em Parintins

Noticia Atualizada em 14/11/2017
Casos de Sífilis aumentam em Parintins
Foto: Fernando Cardoso

Embora a situação da sífilis no Brasil esteja controlada por que existe os medicamentos para o tratamento, nos últimos seis anos, os casos da doença aumentaram cerca de 2.000%, passando de 3.822, em 2010, para 87.593, em 2016, segundo dados do Ministério da Saúde (MS).

 

Parintins também segue os passos desse crescimento dos casos de Sífilis. Para se ter uma idéia, somente no mês de outubro foram identificados mais de 50 diagnósticos positivos da doença.

 

A diretora do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), Adreina Bentes, diz que a Sífilis se tornou uma preocupação no município, mas que as campanhas e ações estão sendo realizadas para identificar e tratar os pacientes que apresentarem resultados positivos.

 

“Já diagnosticamos diversos casos, mas a coordenação municipal de DSTs já tem todo o mapeamento da situação de Parintins”, informou.

 

Adreina avalia que o aumento se deve à maior cobertura de testagem, sendo possível identificar mais casos, acrescentando que a população ainda se preocupa pouco com a doença, que pode trazer consequências graves.

   

Neste ano também foram diagnosticados a doença em mulheres grávidas, conforme dados do Sistema de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde (MS). Um dos motivos das gestantes representarem a maioria dos casos é a obrigatoriedade da realização do exame que identifica a doença no pré-natal.

 

A Sífilis

 

A sífilis é uma doença infecciosa sistêmica causada pelo Treponema Pallidum, que atua no organismo em três estágios: primário, secundário e terciário.

 

Sendo que na fase primária aparecem feridas nos órgãos genitais chamada de crânco que vem acompanhada de íngua nas virilhas.

 

Na fase secundária após 4 a 8 semanas do surgimento do crânco a pessoa começa a sentir mal-estar, febre, dor de cabeça, perda de apetite e peso, além de manchas escuras na mão.

 

Na fase terciaria a pessoa apresenta inflamação crônica com sintomas nos órgãos como cérebro, coração e olhos, sendo considerada a fase destrutiva e incapacitante. Em grávidas pode causar o aborto do feto com má formação.

 

Os primeiros sintomas da Doença Sexualmente Transmissíveis (DST) podem ser identificados após a terceira semana da relação sexual sem proteção.

 

Feridas na área genital, de aspecto avermelhado e sem secreção devem ser observadas. Nos homens, a doença possui maior facilidade de identificação no exame clínico, porque as feridas ficam expostas.

 

Já no caso das mulheres, é possível que as feridas estejam na parte interna e a doença não apresente sintomas. O tratamento das gestantes é realizado com antibióticos e deve ser feito em conjunto com os parceiros sexuais.

 

As campanhas para eliminar a Sífilis têm como objetivo prevenir que homens e mulheres sejam contaminados com a doença que pode causar cegueira, doenças no coração, paralisias e morte.

 

As pessoas devem procurar os centros de saúde e se submeterem ao exame para que seja diagnosticada a doença, em seguida receberem o tratamento correto.

 

Fernando Cardoso | Repórter Parintins