Parte do armazém da CTC desaba deixando história de Parintins mais pobre

Noticia Atualizada em 14/11/2017
Parte do armazém da CTC desaba deixando história de Parintins mais pobre
Foto: Fernando Cardoso

Sem uma política de tombamento, reforma e preservação de prédios históricos e antigos, Parintins aos poucos vai perdendo parte da sua história com o desaparecimento de imóveis e bens que marcaram a vida da cidade e do seu povo.

 

Diversos patrimônios privados e públicos que foram marcos na história da ilha foram demolidos para dar vez a imóveis modernos, restando para a população apenas a lembrança.

 

Nos últimos dias, uma parte do armazém da CTC que abrigou na década de 60, 70 e início dos anos 80 toneladas de fibras de juta produzidas no município desabou levando junto uma parte da história da cidade e do cultivo da juta.

 

A estrutura construída em taipa (barro e madeira) chama atenção de quem passa pelo local. O jovem Roberto Monteiro esteve no local fotografando a estrutura que desabou.

 

Questionado sobre o seu interesse em fotografar o prédio antigo, explicou que ali se foi um pouco da história da cidade e de onde o seu pai trabalhou como braçal carregando fardos de juta e malva.

 

“Vou guardar essas fotos como recordação, pois aqui meu pai suou muito para sustentar a nossa família carregando enormes fardos de juta nas costas e um pouco da história de Parintins que se perde”, comentou.

 

O representante da CTC no município, Marlúcio do Amaral Pereira, o Piririma, lamentou que uma parte do antigo armazém tenha desabado, lembrando que o prédio abrigou milhares de toneladas de juta e serviu de escritório da empresa, mas a falta de reparos e melhorias levaram ao desabamento e junto um pedaço da sua história.

 

Assim como parte do armazém da CTC, outros imóveis antigos que ainda se mantem em pé na cidade, principalmente no centro, correm o risco de perderem a identidade pelo avanço do tempo e da modernidade.

 

Fernando Cardoso | Repórter Parintins