MP-AM apura mortes que estão sem esclarecimentos em Parintins

Noticia Atualizada em 14/11/2017
MP-AM apura mortes que estão sem esclarecimentos em Parintins
Foto: Fernando Cardoso

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) mandou instaurar Procedimento Administrativo nº003/2017, de 02 de outubro de 2017, da 3ª Promotoria de Justiça de Parintins (3ª PJP), para apurar e acompanhar denúncia de supostas mortes perpetradas por grupo de extermínio em Parintins.

 

A promotora Carolina Monteiro Chagas Maia explicou que o MP vinha acompanhando as investigações de cada caso ao lado da Polícia Civil, porém o trabalho se mostrou insuficiente e não se chegou ao esclarecimento dos fatos, decidindo o Ministério Público montar uma investigação por conta própria.

 

“Além de acompanhar pontualmente cada fato concreto ao lado da Polícia Civil, também vamos ter uma investigação nossa no MP”, declarou.

 

Questionada se as mortes que ocorreram se tratam de tráfico de drogas, acertos de contas ou grupo de extermínio entre facções, a promotora Carolina Monteiro, adiantou que existem várias teses, situações e denúncias anônimas, acerto de contas entre traficantes e pessoas egressas do sistema prisional e possível participação de policiais militares.

 

“O Ministério Público não acredita em nenhuma das situações, o MP está aqui para investigar ao lado da Polícia Civil e chegar a realidade”, declarou.

 

Há denúncias também que policiais militares supostamente estariam disponibilizando armas de fogo para bandidos e envolvidos com o tráfico de drogas, mas ainda são suposições que serão apuradas pelo MPE para dar uma resposta a população.

 

Denúncias

 

Outro procedimento administrativo instaurado pelo MPE tratasse do nº 002/2017, de 28 de setembro de 2017, através da 3ª Promotoria de Justiça de Parintins (3ª PJP), para acompanhar denúncia de supostos esquemas ilícitos que ocorrem no 11º Batalhão da Polícia Militar em Parintins (11º BPM).

 

Segundo a promotora Carolina Monteiro, a investigação não está voltada ao Comando da corporação, mas envolvendo alguns policiais militares.

 

A agente ministerial explica que são denúncias antigas e que precisam ser apuradas para saber se são falsas ou verdadeiras. A promotora não informou do que se tratam as denúncias.

 

Carolina Monteiro também elogiou o Comando do 11º BPM, ressaltando que ultimamente houve diminuição de denúncias contra policiais militares como vinha ocorrendo anteriormente.

 

“Aqui no Ministério Público temos verificado isso nos processos que houve uma diminuição muito grande contra policiais que estejam abusando de autoridade. Imagina o MP podendo tá atrás do bandido, tem que atrás de punir policial, nenhum promotor gosta de fazer isso. O policial trabalha lado a lado com a gente, então o que a gente quer é colocar os bandidos na cadeia”, comentou.

 

Fernando Cardoso | Repórter Parintins