Caminhoneiros de Parintins contestam exigência da EMTT

Noticia Atualizada em 13/11/2017
Caminhoneiros de Parintins contestam exigência da EMTT
Foto: Marcondes Maciel

Os proprietários de caminhões e caminhonetes de fretes filiados ao Sindicato dos Transportadores de Carga de Parintins (Sindcarga) contestaram algumas das exigências impostas pela Empresa Municipal de Transito e Transporte de Parintins (EMTT) para que os veículos possam rodar na cidade e realizar o trabalho dentro da normalidade.

 

Entre as cobranças para a liberação dos carros de frete em Parintins a EMTT estaria exigindo, entre outras coisas, a obrigatoriedade do pagamento do Registro Nacional de Transportes Rodoviários de Carga (RNTRC).

 

De acordo com o secretário do Sindcarga, o caminhoneiro Wallace Silva, o RNTRC é obrigatório para os transportadores de cargas que utilizam as rodovias federais, porém, para Parintins essa exigência não faz sentido uma vez que não existem no município estradas federais e nem fiscalização federal.

 

Wallace pontuou que para se cobrar o RNTRC o município teria que ter inspeção de fiscais da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e da Polícia Rodoviária Federal, o que não é o caso de Parintins.

 

“Nós não temos aqui em Parintins nenhuma rodovia federal, nem estadual e nem municipal. Queremos a compreensão da EMTT para que possamos ser anistiados da exigência da cobrança, a exemplo do que aconteceu com a taxa de inspeção veicular dos taxistas de Parintins”, disse o sindicalista.

 

Wallace usou como exemplo a desobrigação para os transportadores de cargas de Parintins do uso do tapógrafo nos caminhões e caminhonetes, que é um dispositivo que monitora a tempo de uso, a distância percorrida e a velocidade do veículo. “O tapógrafo deixou de ser obrigatório em Parintins”, afirmou.

 

EMTT

O presidente da EMTT, Álvaro Cerdeira, em contato com a reportagem disse que a cobrança do RNTRC não entrará na lista de obrigatoriedades para os transportadores de carga de Parintins.

 

“Ninguém vai cobrar isso. Só serão cobrados os dez itens fundamentais: placa dianteira, está em bom estado de conservação, vistoria do Detran, os dois retrovisores, todos os equipamentos obrigatórios exigidos pelo Detran, documentação completa e atualizada, está em nome do concessionário e ter a concessão, devidamente adesivado com a logomarca do Sindicato, licenciamento pelo órgão oficial que é a Prefeitura de Parintins, a placa vermelha, para-choques dianteiro e traseiro”, informou.

 

Álvaro Cerdeira adiantou que para tratar o assunto haverá uma reunião na noite de segunda-feira, 13 de novembro, entre a equipe técnica da EMTT e os proprietários de caminhões que prestam serviço no município. O encontro será às 19h, no auditório do Porto de Parintins.

 

Marcondes Maciel | Repórter Parintin