Padre Sóssio é sepultado sob aplausos de amigos e admiradores em Parintins

Noticia Atualizada em 10/10/2017
Padre Sóssio é sepultado sob aplausos de amigos e admiradores em Parintins
Foto: Marcondes Maciel

O missionário do Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras, padre Sóssio Pezzella, descansa de suas fadigas na Capela da Ressurreição, no cemitério São José.

 

A frase lembra o título de um dos livros que ele editou para narrar a trajetória dos missionários italianos que trabalharam na Diocese de Parintins e morreram no exercício do sacerdócio. O sepultamento foi na tarde de segunda-feira, 9 de outubro.

 

A cerimônia fúnebre foi presidida pelo bispo dom Giuliano Frigeni e concelebrada por padres que atuam em diversas paróquias.

 

O corpo de padre Sóssio foi sepultado ao lado de padre Armando Riza e irmão Faustino Blini sob aplausos de amigos e pessoas que trabalharam, conviveram e admiravam o missionário italiano.

 

Dom Giuliano ressaltou que padre Sóssio é um dos símbolos, assim como dom Arcângelo Cerqua, de todos os missionários que trabalham no interior do Amazonas, em especial Parintins.

 

A missa de corpo presente de padre Sóssio Pezzella foi celebrada na Igreja São José Operário, local onde trabalhou de 1976 a 1989.

 

A igreja de São José ficou lotada de membros do Apostolado da Oração, dos Marianos, leigos e leigas, alunos da escola estadual São José Operário que foram prestar homenagens ao sacerdote.

 

A missa foi presidida por dom Giuliano Frigeni e concelebrada pelos padres: Marco Aurélio, Vicente Pavan, Ornelo Tonini, Luiz Carlos, Osvaldo Vieira, Amadeus Bortolotto, Carlos Caridade, Rui Canto, Egidio Mozato, Marcílio Moutinho, Arilton Cascas, Irineu Neubaner e Emílio Buteli.

 

Padre Amadeu ressaltou que não se trata de uma perda para a Igreja ou a cidade, mesmo porque padre Sóssio deixou muitos ensinamentos e, com certeza, vão dar bons frutos para a Igreja Católica local. Portanto, a Diocese de Parintins ganha um padroeiro, disse padre Amadeus.

 

Falando para uma igreja lotada, Dom Giuliano Frigeni destacou a figura de padre Sóssio Pezzella como um homem inteligente que recebeu a missão de formar pessoas para o serviço da evangelização e para a renovação do clero local.

 

O bispo lembrou também de padre Francisco Dinelly que morreu no dia 6 de setembro passado, assim como o padre Dilson Brandão. Ambos da cidade de Maués e os primeiros sacerdotes ordenados na Diocese.

 

Centenas de pessoas acompanharam o cortejo fúnebre pelas ruas Nações Unidas e Clarindo Chaves até o cemitério São José.

 

No trajeto de um quilômetro e meio os padres fizeram questão de segurar a alça do queixão, num gesto fraternal, de respeito e reconhecimento pelo que este missionário de 96 anos fez em vida e vai continuar ensinando por meio de suas obras.

 

O professor Felicíssimo Barbosa, ex-diretor da então Universidade do Amazonas (UA), que conheceu padre Sóssio ainda no Seminário, destacou algumas virtudes do intelectual que Parintins se despede com lágrimas e com um profundo agradecimento pelas obras no campo religioso e educacional.

 

O professor Felicíssimo Barbosa acredita que com a morte de padre Sóssio não se encerre a missão dos italianos em Parintins e que os amazonenses possam compor o clero local.