Em duas décadas e meia Parintins registra 400 casos de Aids

Noticia Atualizada em 14/07/2017
Em duas décadas e meia Parintins registra 400 casos de Aids
Foto: Reprodução internet

Os homens parintinenses estão mais vulneráveis ao contagio do Vírus da Imunodeficiência Adquirida (HIV), segundo estatísticas da doença nos últimos dois anos e os novos números em 2017.

 

De acordo com profissionais em saúde, a falta de informação e prevenção sobre a doença tem ocasionado o avanço da AIDS no município, principalmente entre o público na faixa etária de 20 a 35 anos.

 

Em 2015, o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) identificou 30 casos da doença, o terceiro maior registro desde 1992 quando foi registrado o primeiro caso de AIDS no município.

 

Em 2016, foram 41 casos, o maior registro em 24 anos. Destes, 35 foram homens e 06 mulheres. De acordo com a diretora do CTA, Adreina Bentes, no primeiro semestre de 2017 já estão identificados 16 casos, 11 homens e 05 mulheres, destas 02 são gestantes. 

 

Adreina garante que a procura pelo teste rápido no CTA é considerada ampla. “Além do teste rápido para HIV, as pessoas também são submetidas aos exames de Sífilis e Hepatite B e C” frisou.

 

O resultado positivo as vezes leva o infectado (a) pelo HIV a não querer dar início ou a continuidade ao tratamento, mas os procedimentos de aconselhamento, acompanhamento, medicamentos e tratamento são oferecidos gratuitamente aos soros positivos.

 

A Aids atinge todas as classes de pessoas e continua avançando apesar das campanhas realizadas frequentemente com finalidade de conscientizar os parintinenses a importância de se prevenir contra o vírus HIV.

 

Alguns casos são descobertos quando o paciente não tem mais cura ou só chegam ao conhecimento do CTA após o óbito da pessoa. O diagnóstico precoce da doença pode assegurar ao soropositivo um tratamento adequado, prolongando mais o tempo de vida, já que na fase avançada se torna um risco para sobrevivência.

 

Entre 1992 a 2016, cerca de 400 casos foram registrados no município, com mais de 100 pessoas mortas em consequência das infecções causadas pela doença.

 

Fernando Cardoso | Repórter Parintins