Desmonte da educação

Noticia Atualizada em 26/09/2016

O indicativo de greve geral no setor de educação pública em Parintins foi anunciado quando mais de 60% dos trabalhadores da rede municipal de ensino participaram do ato pelo Dia Nacional de Paralisação pela Educação, na quinta-feira, 22 de setembro. O movimento, convocado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) teve como finalidade protestar contra diversas matérias que tramitam no Congresso Nacional consideradas prejudiciais aos servidores públicos e aos demais trabalhadores da iniciativa privada, como o PLP 257, a PEC 241, o PL 4567 e a reforma da previdência nos moldes divulgados pelo governo.


Os professores de Parintins pela manhã participaram de palestras sobre esses Projetos de Lei e Proposta de Emenda à Constituição que impedem avanços nos planos de carreira, novos ganhos salariais, congelam o piso do magistério, retiram recursos da educação, impedem novas contratações por concurso público e um, em especial, institui a “lei da mordaça”, impondo nas escolas um modelo de ensino que limita a atuação dos professores em disciplinas como filosofia, sociologia e história. Apesar das PECs atingirem todas as categorias de trabalhadores, em Parintins apenas o SINPTEMPIN mobilizou a categoria para ir às ruas e manifestar o descontentamento com desmonte nacional da educação. Pela tarde houve buzinaço nas ruas da cidade. Nem mesmo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), delegacia de Parintins, se sensibilizou com a luta dos trabalhadores, muito menos outras categorias insatisfeitas ou em greve, como os bancários das agencias local.