Golpe na cultural popular

Noticia Atualizada em 23/05/2016

O anúncio do corte de verba para o 51º Festival Folclórico de Parintins feito pelo governador do Estado José Melo (Pros), em entrevista coletiva na manhã de sexta-feira, 20, é o mais duro golpe na cultura popular e na economia de uma cidade que se ergueu pela pujança artística de seu povo. O corte de verba para a festa que tem como protagonistas duas paixões seculares, os bois Garantido e Caprichoso, que deram a identidade cultural ao Estado do Amazonas, e onde passou a ser conhecido nacional e mundialmente pela criatividade de seu povo.


E não é só isso. O Festival de Parintins, por meio dos seus artistas, coloca na mídia nacional, de forma gratuita, a imagem positiva do Amazonas e do nortista e, também, pela festa mais popular do Brasil, o Carnaval. O corte da verba para a logística do festival, em torno de R$ 18 a R$ 20 milhões, inviabiliza a realização do evento em Parintins, e com isso vai mexer drasticamente na economia da cidade que está alicerçada na produção cultural, sua riqueza maior.

 

Segundo indicadores econômicos, o Estado do Amazonas arrecada no período do festival algo em torno de R$ 120 milhões em impostos e, no entanto, só repassa perto de R$ 20 milhões para a cidade de Parintins. Porém, os cortes anunciados por Melo não mexem com o Festival de Ópera, menina dos olhos do secretário de Estado da Cultura, Robério Braga, que com essas medidas decreta sua apatia a Ilha dos bumbá.

 

A notícia pegou os presidentes dos bois de surpresa, pois os mesmos ainda aguardavam uma resposta do próprio governador, que preferiu ir à imprensa, levando um dos presidentes a dizer:  “Se não tem verba não tem festival, mas prefiro aguardar uma definição dita pelo governador José Melo”.